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Segundo Capitulo - Porão



Segundo Capitulo


Porão

Revirou na cama. Droga! – Exclamou o nova espécie.  O som estridente do celular tocando o despertou. Estendeu o braço e pegou o pequeno aparelho nas mãos.
__Brass. – Atendeu Brass ainda muito sonolento.
__ Tim Oberto. – A voz de Tim soava irritada e cansada. Brass intendia o porquê Wrath e Shadow tinha saído da força tarefa. Os horários eram os piores possíveis. Mas, Ele não era Wrath ou Shadow. Não tinha uma companheira como eles.  Não havia alguém que se preocupasse em voltar.
__Qual é o status? – Perguntou.
__Vamos resgatar uma mulher. Temos que ser rápidos. Vamos precisar ajuda. É humana. – Brass endireitou- se sentando na cama.
__O QUE! – Quase gritou ao telefone. Estava supresso. – Uma fêmea humana. – Pensou Brass ainda sonolento.
__Isto mesmo que você ouviu. Vamos. Mecha-se! Tire a bunda da cama e mova-se! – Tim deligou a ligação. Deixando o nova espécie pasmo.
Levantou-se da cama. E caminhou até o banheiro.
O que houve afinal de contas ?!






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Duas horas mais tarde. -- Central da força tarefa.




Os rostos dos humanos a sua frente estavam tão retorcidos que Brass estaria gargalhando se a pobre humana não estive presa em um porão.

Tim passa as coordenadas. Ao seu lado estava um homem. Branco, Alto, Próximo ao 60 anos. Parecia Ansioso. – Brass achou o homem sério. E considerou o quando deveria doer para Jorge Owen , um homem grande como um espécie estar naquele estado.

__Precisamos fazer isto dar certo. Nada pode sair errado. – Todos estavam tensos. Tim repetia as imagens da planta sem parar. Os equipamentos eram distribuídos. Assim como as armas.

Estava tudo tão pesado que Brass sentiu os ombros tensos.

Era uma humana indefesa. Não conseguir ver qualquer um de seus amigos acasalados batendo em sua companheira. Fury simplesmente idolatrava até mesmo a sombra de Elie. Justice seria capaz de deixar de ser “Justice North – O líder” para ser o Justice para sua Jessie. Wrath vivia por Lauren. E ainda havia Tiger.

Todos eles amavam suas companheiras. Elas eram frágeis. Bastante carinhosas. Se perguntou o por que os homens batiam em suas esposas?

Brass começou a temer que Julia não estivesse mais vivia. Jorge Owen não parecia muito forte agora. Era um homem grande. Alto. Mas perto de um ataque a qualquer momento. Estava pálido e pingava de suor.

Tim dispensou a todos e Trey parecia realmente aborrecido.

_Droga! Merda! Canalha. – Trey repetia os xingamentos. Parecia realmente aborrecido com a situação.  Talvez nem sequer teria escutado a ‘expressão do desconforto’ e da raiva que Trey sentia se Brass não estivesse assentado ao seu lado.

__Você a conhecia? – Perguntou Brass . A Raiva e desequilíbrio de Trey ao ouvir sobre Julia Owen presa e provavelmente machucada deixou curioso.

__É platônico. Ok! – Disse raivoso. Levantando-se deixando o nova espécie ainda mais confuso.
Levantou da cadeira se retirando da cadeira. Jorge Owen também se levantou e foi em sua direção. Tocou em seu braço e olhou.

__ Por favor. Não deixe que minha filha vá para um hospital convencional. Ela está correndo risco, longe do seus muros. – Sua voz saiu em fraca e sussurrada.
Brass continuo o seu caminho pelos corredores da força tarefa. Tinha 10 minutos para arrumar seu cabelo e vestir os equipamentos de segurança. Seria o noite longa.
E algo dentro de Brass começou a se fermentar e a crescer. Um sensação de angustia e ansiedade. Como Olhar para aquelas ondas gigante do Havaí que ele viu nos programas de turismo na TV. 

Se acredita-se em pressentimentos, afirmaria que sua vida mudaria depois desta noite.  Mas por sorte era totalmente cético.


~ *********************** ~
No Porão
A meia luz entrava pelo pequeno vitral. Já havia escurecido a algum tempo. Ao menos isto ainda podia identificar. Não tinha muita noção de quanto tempo estava naquele lugar. E nem mesmo sabia se um dia seria dali.

Os anos em que Julia foi casada pareciam pequenas férias comparada a sua vida agora. Estava suja e semi nua no chão frio do porão. Sua gripe estava pior. No fundo a morte lhe parecia algo Doce e fácil. Viria a ela lhe trazendo libertação.

Nos anos em que vez caridade jamais havia pensado que algo assim poderia estar acontecendo como ela. Várias vezes ao dia se passava um filme pela sua cabeça. Procurando saber onde havia errado.

Sempre se lembra com carinha de Maria Mercedes, Uma mexicana que dava palestras motivacionais. Muitas vezes se lembrava da sua voz calorosa. Era uma das poucas lembranças que a mantião viva. A espera que um dia a encontraria. Que voltaria para o lado do seu pai. 

Lembrou-se das várias vezes que viu a mulher falando sobre o amor, o perdão e a fé mesmo nos momentos difíceis. A feições morenas, Os intensos olhos e cabelos negros E voz calorosa e acolhedora encheram a memória de Julia.
Tão claro quanto se a própria estivesse conversando com ela, frente a frente.

“__A esperança nos momentos difícil nos mantem em pé.  A virgem -- Segurou a medalha de Nossa Senhora de Guadalupe entre os dedos. – Esteve comigo. E foi por ela e sua intercessão que conheci o meu marido. Sei que muitas então aqui por chegaram ao fundo do posso. Mas á sempre uma luz divina a iluminar o nosso caminho. Quando acordei dentro de caixa de papelão e sacolejando. Soube imediatamente que haviam me pegado.
Nunca foi uma mulher de vida fácil. Mas moças estavam desaparecendo. Havia uma gangue que sequestravam mulheres e a levam para fora do país para se prostituir. E não era enganadas ou algo do tipo. Simplesmente as obrigavam. 

Quando me vi dentro daquela caixa, soube qual seria o meu destino. Estávamos em caixas de eletrodomésticos grande. Ouvi o choro de outras. Que assim como eu estavam perdendo a liberdade. 

Estava sem esperanças. Estava com as mãos e os pés lacrados, literalmente. Não havia como fugir. Quase achei que tudo estava perdido. Acabei desmaiando por falta de ar. Quanto arcodei  ouvi a voz de um anjo. Era como ouvir o próprio anjo Miguel falando comigo.

Acordei em um cama. Com um homem ao meu lado. E está comigo até hoje. Meu anjo, meu salvador, Meu Marido.”

A voz de Maria foi sumindo. E uma dor muito forte começou. John havia a “visitado” na última semana. Jamais iria a rede nacional disser que havia reatado com ele. Muito menos faria parte da sua propaganda polícia.

Em resposta ele á acertou com dois socos e tinha quase certeza que tinha fraturado uma braço. Maria foi salva. Mas Julia já não acertava se sairia daquele porão viva.
Se enrolou no chão. Estava frio. Mas não tinha forças para levantar. Talvez não eram só os braços que pareciam quebrados. Mas a perna esquerda também.
Suspirou. Fechando os olhos. Apenas desejando que tudo isto finalmente acabace.
Estava finalmente quase adormecendo quando um grande estouro a despertou. Vozes desconhecida. E som de passos.
Apenas ergueu o olhar.

“Vamos explodir.” – Foi o que ouviu antes de dois “bípés” segundos depois um som de e som forte de curto. O cheiro de fios queimados encheu o lugar.

A luz encheu o porão. E atrás da fumaça uma grande Homem surgiu. Entorpecida de sono, medo e dor Não foi capaz de reconhecer a forma que se movia em sua direção.

Botas militares pararão ao seu lado.

__Vemos resgata-las. – A voz era tão profunda. Como se as cordas vocais fossem feitas de aço fundido. Só poderia ser o grande Anjo do Senhor a salvando. O próprio Miguel a sua frete. Como Maria sempre disse.

__Miguel ... Defendei.... – Seu corpo foi erguido do chão. E sua mante se apagou dentro da escuridão. 

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